Israel e Palestinos: Entenda as origens do conflito


        Muitos de nós já nascemos vendo a troca de agressões entre Árabes e Judeus. Uma questão delicada que começou a muito tempo atrás, com as diásporas sofridas por Israel.

        A primeira diáspora deu-se na época de Nabucodonosor, que sobrepujou o poder do Faraó Neco e dominou a região em 605 A.C. Assumindo o controle de Judá, Nabucodonosor levou muitos cativos de Jerusalém (entre eles o profeta Daniel). A partir desse momento o rei de Judá Jeoaquim (reinou entre 609 a 599 A.C.) fingia lealdade a Babilônia, mas em secreto tinha planos para independência de seu povo. Sabendo disso, Nabucodonosor derruba Jeoaquim do poder e coloca seu filho Joaquim no lugar. Para impor ainda mais seu poder, Nabucodonosor leva então um segundo grupo de cativos embora (desta vez o profeta a ir é Ezequiel).

        Mesmo com os dois grupos de cativos levados o povo judeu continuou a se levantar contra o Império Babilônico e junto com povos vizinhos planejavam a tão sonhada liberdade. Diante a situação Nabucodonosor volta a Jerusalém, mas desta vez derruba a cidade, destruindo o Templo de Salomão e saqueando seus tesouros. O golpe foi duro demais para o povo judeu, que já se encontrava dividido entre a Babilônia e os que permaneceram na Terra Prometida. Acredita-se que cerca de 40.000 judeus foram levados cativos a Mesopotâmia por Nabucodonosor. Fora esse total, temos os que se retiraram devido a grande destruição sofrida.

        Em Ezequiel 6 vemos o descontentamento de Deus com o povo de Israel, os entregando nas mãos dos inimigos por sua infidelidade:

1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Fi­lho do homem, vire o rosto contra os montes de Israel; profetize contra eles
3 e diga: Ó montes de Israel, ouçam a palavra do Soberano, o ­Senhor. Assim diz o Soberano, o Senhor, aos montes e às colinas, às ravinas e aos vales: Estou prestes a trazer a espada contra vocês; vou destruir os seus altares idólatras.
4 Seus altares serão arrasados, seus altares de incenso serão esmigalhados, e abaterei o seu povo na frente dos seus ídolos.
5 Porei os cadáveres dos israelitas em frente dos seus ídolos e espalharei os seus ossos ao redor dos seus altares.
6 Onde quer que você viva, as cidades serão devastadas e os altares idólatras serão arrasados e devastados, seus ídolos serão esmigalhados e transformados em ruínas, seus altares de incenso serão derrubados e tudo o que vocês realizaram será apagado.
7 Seu povo cairá morto no meio de vocês, e vocês saberão que eu sou o Senhor.
8 "Mas pouparei alguns; alguns de vocês escaparão da espada quando forem espalhados entre as terras e nações.
9 Ali, nas nações para onde vocês tiverem sido levados cativos, aqueles que escaparem se lembrarão de mim; lembrarão como fui entristecido por seus corações adúlteros, que se desviaram de mim, e, por seus olhos, que cobiçaram os seus ídolos. Terão nojo de vocês mesmos por causa do mal que fizeram e por causa de todas as suas práticas repugnantes.
10 E saberão que eu sou o Senhor, que não ameacei em vão trazer esta desgraça sobre eles.
11 "Assim diz o Soberano, o Senhor: Esfregue as mãos, bata os pés e grite "Ai!", por causa de todas as práticas ímpias e repugnantes da nação de Israel, pois eles morrerão pela espada, pela fome e pela peste.
12 Quem está longe morrerá pela peste, quem está perto cairá pela espada, e quem sobreviver e for poupado morrerá de fome. Assim enviarei a minha ira sobre eles.
13 E saberão que eu sou o Senhor, quando o seu povo estiver estirado, morto entre os seus ídolos, ao redor dos seus altares, em todo monte alto e em todo topo de mon­tanha, debaixo de toda árvore frondosa e de todo carvalho viçoso ­- em todos os lugares nos quais eles ofereciam incenso aromático a todos os seus ídolos.
14 Estenderei o meu braço contra eles e tornarei a terra uma imensidão desolada, desde o deserto até Dibla - onde quer que estiverem vivendo. Então saberão que eu sou o Senhor".


        A segunda diáspora se dá no período de domínio Romano da região. No ano 70 depois de Cristo ocorre a Grande Revolta Judaica.  Nesta revolta Tito destrói Jerusalém e seu segundo Templo (Templo este que foi aumentado e embelezado pelo próprio Império Romano). Com a cidade em ruínas muitos a abandonaram.

        Em 117 mais um embate ocorreu, conhecido como Guerra de Kitos. Desta vez os revoltosos foram os judeus da diáspora, isto é, judeus que não moravam na Judéia. Com o Templo destruído, os Romanos converteram as ofertas enviadas ao Templo anualmente por estes judeus em imposto destinado ao templo de Júpiter, na capital do Império (Roma). Muitos se recusaram a pagar tal imposto, rebeliões explodiram em Alexandria e em várias outras cidades. Mais uma vez o Império Romano reprimiu com força, matando a muitos e destruindo o Templo judaico construído em Leontópolis.


        Houve então a terceira guerra entre os Judeus e os Romanos (Revolta de Bar Kokhba) em 135 D.C e desta vez a derrota foi terrível. Com milhares de mortos a Judéia ficou sob escombros. Os sobreviventes eram vendidos como escravos e os que não podiam trabalhar eram enviados para morte em demonstrações violentas de gladiadores e animais pelo Império para puro entretenimento do povo Romano.Aos que conseguiram escapar foi-lhes proibido pisar em Jerusalém novamente pelo Imperador Adriano, e a região passa então a se chamar Síria Palestina.

        Sem terra, os judeus se espalharam por diversas nações do mundo, onde por muitas vezes eram vistos como aproveitadores. Os povos não aceitavam a prosperidade de um povo que nem sequer daquele país era. Junto a isso, o Cristianismo crescente do período deixava claro que os judeus tinham matado o próprio filho de Deus. Isso foi o bastante para que com o tempo mais e mais povos desenvolvessem pensamentos preconceituosos e de ódio contra os Judeus.

        O ápice desse ódio deu-se durante a Segunda Guerra Mundial. Todo o cenário estava armado, esperando que houvesse alguém com coragem suficiente para puxar o gatilho do ódio contra o Povo Judeu. Essa pessoa foi Adolf Hitler.

        Após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o país sofreu duras sanções e sua população passou por momentos muito difíceis. Hitler havia lutado nesta guerra. As motivações do ódio de Hitler pelos Judeus ainda é discutida por historiadores, mas o que se sabe é que ele considerava os Judeus como uma doença entre o povos europeus. Eram eles também os responsáveis pela decadência da civilização moderna. Apesar de recair sobre seus ombros, não foi só a nação alemã que exterminou judeus. Várias nações usavam seus judeus como moeda de troca com o Reich. Inicialmente usados para trabalho forçado em fábricas que faziam parte do esforço de guerra alemão, a matança sistemática (conhecida como "Solução Final") iniciou-se em junho de 1941.


        No final da guerra este foi o total de judeus eliminados nos países da Europa (quantidade e percentual):



Áustria 50,000 -- 27.0%
Itália 7,680 -- 17.3%
Bélgica 28,900 -- 44.0%
Latvia 71,500 -- 78.1%
Bohemia/Moravia 78,150 -- 66.1%
Lituânia 143,000 -- 85.1%
Bulgária 0 -- 0.0%
Luxemburgo 1,950 -- 55.7%
Dinamarca 60 -- 0.7%
Holanda 100,000 -- 71.4%
Estônia 2,000 -- 44.4%
Noruega 762 -- 44.8%
Finlândia 7 -- 0.3%
Polônia 3,000,000 -- 90.9%
França 77,320 -- 22.1%
Romênia 287,000 -- 47.1%
Alemanha 141,500 -- 25.0%
Eslováquia 71,000 -- 79.8%
Grécia 67,000 -- 86.6%
União Soviética 1,100,000 -- 36.4%
Hungria 569,000 -- 69.0%
Iugoslávia 63,300 -- 81.2%

*FONTE: Encyclopedia of the Holocaust


        Estima-se que 6 milhões de judeus foram mortos durante a Segunda Guerra. Com a pressão da comunidade judaica americana e em outros países, cada vez mais se via a necessidade de ser criado um estado judeu. A Terra prometida era dominada pelos britânicos na época e lá vivia o povo árabe que conhecemos como Palestinos. Os governos ocidentais não ajudaram os judeus por uma questão de bondade. O Oriente Médio sempre foi uma região de difícil dominação. O povo Árabe nunca aceitou o estilo de vida e modelo econômico ocidental e ter um Estado na região que se alinhasse com as ambições ocidentais era de muito interesse. Junto a isso existia o problema humanitário de milhares de refugiados sem ter para onde ir e que haviam perdido tudo.


        Em 29 de novembro de 1947 a ONU aprova a divisão da Palestina em dois estados (Árabe e Judeu):





        A parte azul era o Estado Judeu e a parte laranja era o Estado Árabe. Jerusalém e Belém ficaram sob domínio internacional, não pertencendo a nenhum dos dois Estados. Os Judeus aceitam a resolução, mas como era de se prever os Árabes não. Afinal, imagine alguém chegar em sua casa e dizer que agora metade é de outra pessoa? Deu-se início a uma guerra cívil entre àrabes e israelenses, que foi ignorada pelas tropas britânicas, já organizadas para se retirar da região.


        Em meio a muita violência o Estado de Israel declara sua independência em 14 de maio de 1948, poucas horas antes do fim do mandato britânico na Palestina. Já no próximo dia (15 de maio) os exércitos dos países Árabes (Egito, Síria, Iraque, Líbano e Arábia Saudita) atacam Israel por três frentes diferentes. Israel resistiu e venceu todos os inimigos (parece incrível isso não?). Após a vitória o território israelense aumenta ainda mais e passa a ocupar 75% do território da Palestina:





        Jerusalém fica dividida, ficando a parte ocidental sob controle israelense e a parte oriental sob controle da Cisjordânia. Em 1967 as tensões entre Israel e as nações Árabes voltam a ficar incontroláveis e todos mobilizam suas forças armadas para uma nova guerra. Em  5 de junho Israel inicia uma onda de ataques contra seus inimigos ( EgitoJordânia e Síria, apoiados pelo IraqueKuwaitArábia SauditaArgélia e Sudão) e mais uma vez sobrepõe o poderio militar de todos, no que foi conhecido como a Guerra dos seis dias. Israel ocupou a Cisjordânia e a seção oriental de Jerusalém. Apesar da ONU ter estabelecido através da Resolução 242 que Israel desocupasse os territórios invadidos, Israel ainda mantém ocupação até os dias de hoje nos territórios. O avanço sobre a Cisjordânia criou uma onda de refugiados para os países árabes vizinhos como a Jordânia e a Síria. Desde então os países árabes tem financiado grupos insurgentes nos territórios ocupados e em Gaza contra o Estado de Israel.


        Os estudiosos da Bíblia interpretam o retorno de Israel a sua terra como o cumprimento da profecia descrita no livro do profeta Ezequiel capítulo 37: 



1 A mão do Senhor estava sobre mim, e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio de ossos.
2 Ele me levou de um lado para outro, e pude ver que era enorme o número de ossos no vale e que os ossos estavam muito secos.
3 Ele me perguntou: "Filho do homem, estes ossos poderão tornar a viver?"
Eu respondi: "Ó Soberano Senhor, só tu o sabes".
4 Então ele me disse: "Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor!
5 Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida.
6 Porei tendões em vocês e farei aparecer carne sobre vocês e os cobrirei com pele; porei um espírito em vocês, e vocês terão vida. Então vocês saberão que eu sou o Senhor".
7 E eu profetizei conforme a ordem recebida. Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com osso.
8 Olhei, e os ossos foram cobertos de tendões e de carne, e depois de pele; mas não havia espírito neles.
9 A seguir ele me disse: "Profetize ao espírito; profetize, filho do homem, e diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor: Venha desde os quatro ventos, ó espírito, e sopre dentro desses mor­tos, para que vivam".
10 Profetizei conforme a ordem recebida, e o espírito entrou neles; eles receberam vida e se puseram em pé. Era um exército enorme!
11 Então ele me disse: "Filho do homem, estes ossos são toda a nação de Israel. Eles dizem: 'Nossos ossos se secaram e nossa esperança desvaneceu-se; fomos exterminados'.
12 Por isso profetize e diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor: Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair; trarei vocês de volta à terra de Israel.
13 E, quando eu abrir os seus túmulos e os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o Senhor.
14 Porei o meu Espírito em vocês e vocês viverão, e eu os estabelecerei em sua própria terra. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei e fiz. Palavra do Senhor".


       Depois de muita morte, perdas e sofrimento o Senhor Deus trouxe seu povo novamente para a Terra Prometida. Fez reviver do túmulo uma nação quase dizimada e coloca os inimigos aos seus pés. Já se foram décadas e décadas de investidas inimigas, mas o que vemos é uma nação cada vez mais forte.

       Israel ainda teve muitos outros conflitos não citados aqui para não tornar este artigo ainda maior do que já é. Por isso caso queira se aprofundar existem muitos registros na internet sobre o assunto, muitos dos quais usados como fonte para este artigo. Usei tantas fontes que agora não consigo listá-las, mas as principais foram a Wikipedia e a bíblia.

       Espero que tenhamos lhe ajudado a entender melhor essa complicada trama.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Postado por O que a Bíblia me diz

App para crente! Bíblia no celular ou tablet


     De longe esse é o app mais completo que conheço para quem quer ter a palavra de Deus sempre à mão. Possui as seguintes funcionalidades:

      -Bíblia completa com pesquisa. A pesquisa é boa, mas traz resultados não desejados dependendo da palavra digitada na pesquisa. Eu, por exemplo, digitei a palavra “ossos” e além dos resultados para a palavra “ossos”, também trouxe resultados com “vossos” e “nossos”, o que aumentou substancialmente a quantidade de resultados da pesquisa e dificultou a procura pelo versículo que eu realmente queria.

      -Você pode adicionar um versículo a uma lista de favoritos, além de permitir que se façam anotações sobre os versículos (não somente os favoritos). Pode também compartilhar os versículos em redes sociais, além da capacidade de copiar o texto para você colar em um arquivo de texto por exemplo.

      -Devocional diária: um versículo para reflexão por dia.

      -Hinários Cantor Cristão, Novo Cântico, Culto Cristão e Hinário Adventista (falta a Harpa Cristã, mas por questões de direitos autorais). Também é possível fazer busca nos hinários.
Obs: a busca não funciona bem dentro dos hinos, mesmo digitando exatamente o que está escrito no hino ele não encontra sempre o desejado. Portanto se souber o título ou número do hino será melhor.

      -Plano de estudo da bíblia, ela toda ou só um livro. Se você quiser estudar a Bíblia toda deve configurar o livro para Gênesis capítulo 1. O App dividirá a Bíblia na quantidade de dias escolhidos (1 mês a 1 ano). Se você quiser ler uma outra parte fora da ordem, deve ir pulando o dia até achar a parte que deseja ler. Se você mudar o livro ou o capítulo e clicar em carregar você vai zerar seu plano atual e iniciar outro ok?

      -Você também pode alterar a versão do texto, (King James, Almeida, etc...) além de outras línguas também estarem disponíveis.

      -Dicionário.

      -Mapas bíblicos no Google maps (viagens de Paulo).

     O app possui ads (propaganda) que podem ser retirados pagando U$$1,99 (algo em torno de 5 reais), um valor irrisório pela qualidade do trabalho realizado pelo desenvolvedor. Existem ainda algumas outras funcionalidades que você pode checar na hora de fazer o download.

     É um app que vale a pena. Ele melhorou muito desde sua primeira versão e acredito que melhorará mais ainda. Como principais pontos de melhoria ficam:

      -Melhorar a busca nos hinários, pois geralmente lembramos uma parte do hino, mas não seu título.

      -A pequena questão da busca na Bíblia também podia melhorar.

      -Um jeito mais fácil de viajar entre os livros dentro do estudo da Bíblia, já que atualmente é preciso navegar entre os dias para encontrar o que queremos ler.

     O Desenvolvedor é Marcel Rocco e seu e-mail é mrocco.mobile@gmail.com. O site para mais informações é bibliajfa.com.br.
      Gostei muito de quem ele colocou como autor: Deus. Isso demonstra realmente um desenvolvedor cristão abençoando aos irmãos com o conhecimento que Deus lhe concedeu!

Peça teatral para incentivar evangelismo e missões: Precisa-se de Soldados


Atores e materiais: 3 homens com roupas militares (camufladas). Seria importante se existisse alguma diferenciação para o capitão (uma boina ou um chapéu militar por exemplo).


     Dois atores representarão soldados e um representará um capitão.

     A música começará a tocar, e no momento que os tambores começarem os dois soldados entrarão no ambiente marchando lado a lado (o da direita segurando uma bíblia do lado direito e o da esquerda segurando a bíblia do lado esquerdo) , muito sérios, e então irão parar no local indicado para a apresentação, ficando em posição de sentido lado a lado e de frente para o púbico, segurando a bíblia sobre o peito.

     A música continuará e então é a vez do capitão entrar. O capitão entra com um passo mais vagaroso, como se analisando o local. Chegando até a frente presta continência aos soldados e grita:

Descançar!


     Os soldados então podem colocar uma das mãos para trás, segurando a Bíblia na outra mão e abrir um pouco as pernas.

     Nesse momento a musica terá o volume reduzido até cessar.

    O capitão vira-se para frente e começa a olhar para as pessoas sentadas nos bancos da igreja com uma cara muito séria. Anda um pouco pela igreja como se quisesse observar melhor todas as pessoas que estão ali (não pode demorar muito... uns 15 segundos está ótimo para dar o clima desejado). Volta até a frente e fará a apresentação do discurso:

“Atenção Homens! A guerra a muito começou, porque estão aí parados olhando o mundo padecer sem fazer nada? Deus já os chamou há muito tempo para lutar nas forças celestiais, porque não têm treinado para a batalha? Porque não têm aprendido a manejar sua espada? Porque não estão vestidos com sua armadura e seu escudo?


Pois saibam vocês que o exército adversário é forte e numeroso. O inimigo do nosso Rei tem matado e destruído tudo o que vê em seu caminho. As notícias da linha de frente nos mostra que feroz ele vem, sedento pelo sangue dos justos.


Coisas terríveis tem feito contra nossos soldados. Muitos assassinados a sangue frio. Em algumas partes do mundo recompensas são oferecidas para aqueles que denunciarem onde estão os membros de nosso Exército.


Apesar de tudo, não deixem o inimigo lhes assustar com os soldados que foram abatidos, pois grande honra será dada a eles por nosso General ao findar da guerra. Precisamos seguir em frente e continuar a batalha. Sabemos que a vitória já é nossa graças ao nosso Poderoso Rei!


Portanto deixem a meninice espiritual e a falta de disciplina. Tornem-se combatentes preparados e obedientes ao vosso Rei até o último suspiro de vida.


Como vocês querem ser conhecidos no final da guerra? Como os soldados que não tiveram coragem de sair de suas barracas enquanto os demais gritavam por socorro do lado de fora? Deseja você sair de mãos vazias, sem nenhuma condecoração?


Coisas gloriosas estão reservadas aos que lutarem ao lado dos justos. Não perca a oportunidade de se tornar um Soldado de Jeová! Aliste-se hoje mesmo no Exército mais que vencedor!“

     A mesma música volta do início e o capitão se retira olhando para frente com a cabeça erguida. Após a saída do capitão saem os soldados, marchando lado a lado.

     A música então pode encerrar e a peça dada como finalizada.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Postado por Thiago Gomes Martins

Considerações sobre Salvação, obras, pecado e justificação



“Jesus morreu por nós na cruz!”

     Essa é a mensagem que o Cristianismo vem tentando passar desde o começo, mas a grande verdade é poucos são os que entendem o seu real significado. Boa parte  dos que se denominam Cristãos trata Jesus Cristo como um mártir que simboliza o desejo de Deus por um mundo melhor, com mais amor entre as pessoas. Acham bonito seu exemplo e tentam se assemelhar a ele, o que de forma nenhuma é ruim, mas que deixa de lado o principal motivo da vinda de Cristo ao nosso mundo: A Salvação pessoal de cada ser humano.

  A grande maioria das religiões do mundo traz como principal dever do ser humano o seu desenvolvimento ético que por fim resulta em sua evolução espiritual. Dentre estas religiões está o espiritismo, que acredita que todo ser humano é um espirito que tende ao desenvolvimento completo, e terá quantas idas e vindas a este e/ou a outros mundos forem necessárias até alcançar o estágio máximo da evolução espiritual. Inúmeras chances para se tornar melhor e encontrar a paz. Muito atraente não?

Obs: Se você leu até aqui acredito que não seja ateu. A partir daqui o texto se baseará na Bíblia como a perfeita e completa palavra de Deus, portanto se acredita na Bíblia vale a pena continuar lendo.

     Mas a Bíblia nos diz em Hebreus 9:27 que ao homem foi facultado morrer somente uma vez e depois disso viria o juízo. Sendo assim fica descartada a possibilidade de reencarnar. Alguns então podem pensar:

      __“Parece que Deus quer mais é que nós sejamos condenados. Porque dificulta tanto as coisas?”

     A situação fica pior ainda vista da seguinte forma. Em Romanos 3:23 diz:

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus."

     Podemos entender por este versículo que qualquer um que já cometeu um pecado está destituído da glória de Deus. Então faço uma analogia com um esporte que acredito que muitos já acompanharam pela TV, a ginástica olímpica. Quando vemos uma prova de ginástica nas Olimpíadas podemos reparar que cada competidor começa com a nota 10 e conforme vão ocorrendo erros na execução dos movimentos sua nota vai caindo. Assim também é o pecado, não importa quantas coisas boas você faça depois de pecar, isso não apagará o pecado cometido, pois fazer coisas boas é sua obrigação, assim como é obrigação do ginasta fazer os seus movimentos de maneira irrepreensível.

      __“Mas se for assim então NINGUÉM vai para o céu!”

     Realmente até hoje só uma pessoa veio aqui e terminou a prova da vida humana com nota 10, e nós sabemos que foi Jesus Cristo. Portanto o único que merece ver a face e conviver com Deus é Ele.

      __“Mas então para quê Deus nos fez? Para irmos para o inferno?”

     A resposta é um óbvio não. Deus fez o Homem para adorá-lo e sabemos que Ele nos ama infinitamente e eternamente. Deus também fez os anjos e os ama, e assim como nós, eles também receberam a dádiva do livre arbítrio para escolher entre viver ao seu lado ou não. Deus podia nos ter criado sem o livre arbítrio, mas de que serve o amor e a adoração de alguém por Deus se esse não tem outra opção a não ser esta?

     Vemos aqui uma grande diferença entre o que aconteceu com os Anjos e com a Humanidade:

2 Pedro 2:4
"Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;"

Judas 1:6
"E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;"

     Deus ama o Homem de tal maneira que não conseguiu simplesmente lançá-lo para longe de si. Ao mesmo tempo, o Homem e sua iniquidade não poderiam ficar próximos de Deus, pois Ele é justo e sua palavra eterna. Em Números 23:19 diz:

"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?"

     Portanto se Deus disse Romanos 6:23 que o salário da pecado é a morte, então assim é e para sempre será. Precisamos observar que o versículo não fala da morte natural (da carne), pois essa é comum a todos os seres vivos e deriva do pecado original cometido por Adão e Eva. Esta morte é a morte espiritual, ou seja, a separação do homem para com Deus.

     O homem, portanto, precisava sofrer a morte para que a justiça de Deus fosse cumprida. Eis aqui o dilema, Deus queria, mas não podia ter a Humanidade ao seu lado por conta de seus pecados. Era necessário que a justiça fosse feita.

     Então Deus fez o inimaginável. Ele enviou seu Filho a Terra para que sobre ele lançasse todo o juízo que era merecido à humanidade. Era necessário que fosse Jesus pelos seguintes motivos:

1 – Um ser humano comum que sofresse a morte estaria somente sofrendo as consequências da sua própria culpa. Era necessário que quem viesse a sofrer o juízo não tivesse nenhum pecado em suas costas, ou seja, um cordeiro perfeito.

2 – Era necessário que o cordeiro a ser sacrificado tivesse o sangue precioso o bastante para cobrir os pecados de toda a humanidade. Seria uma morte não merecida que teria o poder de justificar todos os homens perante Deus.

     O valor do sangue de Cristo é incalculável, sendo ele o primogênito do Criador de todo universo. O sofrimento de Cristo também possui valor inestimável, pois ele Desceu da glória dos Céus para sentir fome, sede e dor sem nunca ter feito nada para merecer tais coisas. Além do sofrimento físico, que nós conhecemos bem, Cristo sofreu uma dor que talvez nós nunca vamos conhecer: A de ser rejeitado, massacrado e morto por aqueles que ele amava e veio salvar.

     Imaginemos agora uma mãe que gera e cuida de uma criança com todo o seu amor e zelo. Agora imaginemos essa criança se virar contra ela e dizer que a odeia, a amarrar, bater nela até sangrar, xingar, rir-se do sofrimento dela e depois matá-la. Podemos imaginar todo o sofrimento físico sofrido por ela, mas não conseguimos nem vislumbrar o sofrimento emocional e psicológico que ela sofreu. Imagine Cristo, que nos amava muito mais do que nossas mães nos amam, o quanto Ele sofreu quando a humanidade fez isso com ele??

     Assim Deus jogou sobre Jesus toda a culpa da humanidade, e pagando Ele pelos nossos pecados, estamos novamente capazes de se achegar a Deus. Como uma ponte que há muito estava caída e é reconstruída, Cristo fez-se caminho para podermos nos reaproximar de Deus.

João 14:6
"Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim."

      __“Mas então se os pecados da humanidade estão pagos, não preciso me preocupar, vou para o Céu de qualquer forma!”

     Sim e não. Sim, os pecados da humanidade estão pagos. Não, você não vai para o Céu de qualquer forma.

      __“Porque não?”

     Porque mais uma vez Deus lhe dá o livre arbítrio de escolher: você pode crer e aceitar que Cristo morreu na cruz para limpar todos os pecados do mundo ou não.

      __“Mas isso é fácil!”

     Não para todos, pois acreditar é uma questão de fé, coisa que muitos têm deixado desaparecer dos seus corações hoje em dia. Mas se você acreditar então faltará apenas um passo para a vida eterna: Aceitar Jesus como Senhor da sua vida.

      __“Isso parece ser difícil! Vou ter que renunciar muitas coisas... Não sei não...

     O que posso lhe dizer é que muito mais difícil é ser servo do pecado, mas não nos percebemos disso, pois nascemos nessa condição e só nos damos conta quando Cristo quebra as algemas que usávamos. O Homem que ainda não aceitou Cristo como Senhor e Salvador passa por muitas dificuldades:

1 – Por mais incrédula que seja uma pessoa, a angustia no findar da vida e a incerteza do porvir recairá sobre seus ombros.

2 – Hábitos destrutivos com seu corpo como noites e noites sem dormir em baladas, cigarro, álcool e sexo descompromissado que cobrarão suas devidas contas, podendo abreviar ainda mais a curta vida humana na Terra.

3 – Viver sempre desconfiado e se sentir sozinho, principalmente em meio a problemas.

4 – Casamentos e relacionamentos instáveis e por vezes superficiais.

5 – Momentos passageiros de felicidade e dependência da admiração (ou inveja) de outras pessoas para se sentir um ser importante.

      __“Mas então se você está dizendo que eu preciso ser certinho para ir para o Céu isso significa que só o sangue de Jesus não é suficiente para me salvar! Precisarei me esforçar e merecer a salvação.”

     A palavra de Deus diz:

Efésios 2:8-9
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;"

     Portanto não é por suas obras que você é salvo. Essa mudança de vida que citei acima é constante e progressiva para quem realmente aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Essa mudança não é pré-requisito para a salvação, e sim fruto dela.

     Quando você é um servo voluntário de um senhor, é porque o ama e quer agradar e fazer a sua vontade. Assim também é o servo de Cristo.

     O Espírito Santo promove uma verdadeira mudança na vida dos que desejam de coração servir e adorar a Cristo. Isso não quer dizer que não sentirá mais nenhuma tentação. Sua natureza carnal ainda tentará por muitas vezes te puxar para o pecado, assim como Paulo diz:

Romanos 7:15-20
"Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio.
E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa.
Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.
Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo.
Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim."

     Outro texto da Bíblia nos fala:

1 João 1:8-9
"Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."

     Logo pode acontecer de uma pessoa que aceitou a Cristo pecar, mas com uma diferença: Não viverá em pecado.

1 João 3:6
"Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece."

     Viver no pecado (ou viver pecando) demonstra que essa pessoa não conhece a Cristo, e consequentemente não o aceitou verdadeiramente. Um servo de Cristo pode até vir a pecar, mas se arrepende verdadeiramente, confessa a Deus e busca a mudança de vida, não tendo mais gosto algum pelo pecado.

     Podemos também ter a ocasião de pessoas com boas obras, porém que não aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador, o que de nada contribuirá em sua salvação. O fato é que só Deus pode julgar o coração de cada um. Sendo a salvação algo de caráter pessoal, cada Cristão deve se analisar com sinceridade.

     Sinais e prodígios (curas momentâneas, milagres aparentes...) também podem ser feitos pelo Diabo, portanto precisamos ficar atentos para não nos deixar levar por falsos servos de Cristo, por vezes até dentro de igrejas a aparentemente cheios da unção de Deus. Nem tudo o que reluz é ouro, e devemos sempre buscar na Bíblia e pedir orientação do Espírito Santo de Deus para ler e identificar sua verdadeira e pura vontade.

     Este é o significado de Cristo na cruz e estas são as consequências desse acontecimento na sua vida. Muito obrigado por ter lido, que Deus lhe abençoe e que você possa entregar a sua vida a Cristo caso ainda não tenha feito.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Postado por Thiago Gomes Martins

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